![Foto: PALAVRAS ALUCINÓGENAS
Não há alucinógeno mais poderoso do que as palavras.
E nenhuma viagem psicodélica é capaz de ir tão longe.
Nenhuma emoção é capaz de alcançar tanto barato.
Palavras provocam alteração do estado mental.
E de forma irreversível...
Nunca mais se tornará a ser o que se foi antes.
Delírio, loucura, desvario, frenesi!
Palavras modificam as psiques...
Nos levam a outros mundos, outro lado do mundo.
Ao macro telescópico, e ao micro microscópico.
Nos levam às profundezas do coração.
E podem produzir risos ou choros incontroláveis.
Palavras levam à guerra ou à paz.
Faz-se da alegria em prantos,
e do gozo a dor.
Palavras provocam distorções nas retas,
endireitam curvas.
Palavras são como palhaços e malabaristas.
Provocam crenças em céticos,
e descrença nos fervorosos.
Palavras são balas que ferem e cicatrizam.
E sem mover as pálpebras.
Descobrimos os cantos do universo.
Palavras alucinam! São substâncias sem química.
Alteram a visão das cores e fazem o cego enxergar.
Palavras apalavram e apalpam.
São ondas cósmicas, um imenso cogumelo.
Lucy in the Sky with Diamonds.
Mata e ressuscita ao seu bel prazer.
Alucinadas palavras nos trazem magia e nos levam à magia.
À Terra do Nunca, planeta do Pequeno Príncipe.
Esse é o poder das palavras.
Viagens astrais, alucinação de rajadas em balas de letras.
[Mauro Brandão - 03/11/2012]
*Poesia inspirada em uma poesia de Manoel de Barros, do mural da minha amada poetisa Simone Reis Lima.
...](https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/c109.0.403.403/p403x403/525542_458725700832632_1167624334_n.jpg)
PALAVRAS ALUCINÓGENAS
Não há alucinógeno mais poderoso do
que as palavras.
E nenhuma viagem psicodélica é capaz
de ir tão longe.
Nenhuma emoção é capaz de alcançar
tanto barato.
Palavras provocam alteração do estado
mental.
E de forma irreversível...
Nunca mais se tornará a ser o que se
foi antes.
Delírio, loucura, desvario, frenesi!
Palavras modificam as psiques...
Nos levam a outros mundos, outro lado
do mundo.
Ao macro telescópico, e ao micro
microscópico.
Nos levam às profundezas do coração.
E podem produzir risos ou choros incontroláveis.
Palavras levam à guerra ou à paz.
Faz-se da alegria em prantos,
e do gozo a dor.
Palavras provocam distorções nas
retas,
endireitam curvas.
Palavras são como palhaços e
malabaristas.
Provocam crenças em céticos,
e descrença nos fervorosos.
Palavras são balas que ferem e
cicatrizam.
E sem mover as pálpebras.
Descobrimos os cantos do universo.
Palavras alucinam! São substâncias sem
química.
Alteram a visão das cores e fazem o
cego enxergar.
Palavras apalavram e apalpam.
São ondas cósmicas, um imenso
cogumelo,
Lucy in the
Sky with Diamonds.
Mata e ressuscita ao seu bel prazer.
Alucinadas palavras nos trazem magia e
nos levam à magia.
À Terra do Nunca, planeta do Pequeno
Príncipe.
Esse é o poder das palavras:
Viagens astrais, alucinação de rajadas
em balas de letras.
[Mauro Brandão - 03/11/2012]
***
NIEMEYERTICO
a
la
ala
pala
placa
aplaca
emplaca
explica
lacra
cala
cal
loca
aloca
paliça
massa
desloca
acena
cena
ama
ma
la
ala
pala
placa
aplaca
emplaca
explica
lacra
cala
cal
loca
aloca
paliça
massa
desloca
acena
cena
ama
ma
a
***
![Foto: ÉS STE?!...
Atesta... Infesta!
É festa? Empresta?
Protesta! Não presta!
Detesta.
Agreste... Teste!
Ao leste? Oeste?
Há peste! Ateste!
Cipreste.
Na pista... Desista!
Despista? Epista?
Não insista! Assista!
Artista.
Na costa... Encosta!
Proposta? Aposta?
É crosta! É bosta!
Recosta.
Exausta... Assusta!
Justa? Custa?
Susta! Vetusta!
Fusta.
Abasta-a...
Abesta-o!
Lista-me?
Tosta-lhe.
Ajusta-nos?!
[Mauro Brandão]](https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/c0.0.514.245.72004744958/p843x403/552169_462675953770940_570980992_n.jpg)
ÉS STE?!...
Atesta... Infesta!
É festa? Empresta?
Protesta! Não presta!
Detesta.
Agreste... Teste!
Ao leste? Oeste?
Há peste! Ateste!
Cipreste.
Na pista... Desista!
Despista? Epista?
Não insista! Assista!
Artista.
Na costa... Encosta!
Proposta? Aposta?
É crosta! É bosta!
Recosta.
Exausta... Assusta!
Justa? Custa?
Susta! Vetusta!
Fusta.
Abasta-a...
Abesta-o!
Lista-me?
Tosta-lhe.
Ajusta-nos?!
[Mauro Brandão]
* Duva é o nome de um amigo paulista, Duva Tavares, ao qual, nas conversas virtuais, o chamamos de Druida.
***
PALAVRAS DO MOINHO
É desse grande moinho,
Que moerei as vãs palavras transformando-as em carinho.
E pela pedregulhenta estrada,
Estenderei um tapete de flores à minha amada.
E talvez, se há guerra,
Municiar-nos-emos de frases na luta pela paz da Terra.
Pois as minhas balas são letras,
Que descarregam rajadas de palavras.
E as palavras tem poder, o poder...
De fazer do mal, o sal e o sol.
E desse grande, sagrado e salgado sol,
Transmutar-nos-emos do ilusório mal ao bem real.
[Mauro Brandão - 17/08/2012]
***


DRUIDA
Duva deva beba diva
Dava veda veja babe
Dica diga giga dava
Doca dota cada dose
Dela lado late tela
Dura rabo bode bate
Data tara dose cede
Dita tira rara rala
Dose sela cela laço
Dedo duro rola rolo
Duna nado dona nada
Dane nega gana gato
Dico coça caça sapo
Dolo lodo leva vela
Dele dopa sopa pede
Duva tava duca raio.
* Duva é o nome de um amigo paulista, Duva Tavares, ao qual, nas conversas virtuais, o chamamos de Druida.
ALDRAVIANDO
Permita-me
aldraviar
poemar
...
poemas
permissivos
aquecem!
Poema realizado em alusão a um poema da poeta Geane Masago
[Mauro Brandão - 28/10/2012]
[Mauro Brandão]

***

A ENERGIA DAS
PALAVRAS
... and after
I die,
knowing that
the energy is never lost,
but only
turns,
know that
words will continue,
because the
words are energy,
transformed into of energy
in the mind of any person,
***

Olvido tudo o que duvido.
E que não me cheira bem aos ouvidos.
E nas lembranças,
nada tem havido.
Não revido, olvidando,
não há o que
duvido.
[Mauro Brandão]
Site da imagem: http://diariodeunachiu.blogspot.com.br/2012/07/olvido.html
***

Que hei de fazer?
Farei,
enquanto a bela Terra,
aos meus olhos,
não furar.
[Mauro Brandão]
Site da imagem: http://astropt.org/blog/2011/06/03/olho-humano/
***

***

Nada é mais secreto
do que o nosso segredo,
que de tão guardado
esconde-se até de nós.
***





![Foto: TRÊS CONSIDERAÇÕES SOBRE A LOUCURA
Um dos livros que li, ainda na adolescência, foi "Elogio à Loucura" de Erasmo de Roterdã. Desde então, loucura passou a ter em mim um significado diferente do estigma que carrega. Por isso, estou postando três escritos meus, dissertado e em versos, sobre o loucura:
ELOGIO À LOUCURA I
Há dois tipos de loucos:
Os loucos visíveis,
que fazem da sua loucura a utopia,
a crença no absurdo que se materializa concreto.
Estes são os loucos.
E os loucos invisíveis,
que se escondem atrás das sombras da sua loucura,
e ingratamente, não a reconhece.
Desdenham e deserdam a sua loucura como se não fosse deles.
Estes são os hipócritas.
************************************************
ELOGIO À LOUCURA II
Da minha loucura fiz meu travesseiro.
E não há noite que eu não sonhe
Que um dia não fui louco,
e quantos pesadelos vivi por isso.
************************************************
ELOGIO À LOUCURA III
Algumas pessoas acham que eu ficaria ofendido se eu for chamado de louco. A vocês, digo de antemão: eu ficaria ofendido se eu fosse chamado de "normal"! Conceitos vagos sobre normalidade e anormalidade passam por duas impressões:
A primeira é o conceito matemático de normalidade. Normal significa, na matemática, uma função estatística que incluem eventos mais frequentes, onde o que está fora do normal é não estar enquadrado nos padrões mais frequentes daquele determinado evento. E o outro conceito de normalidade, e é o que vem na cabeça das pessoas, é sobre a forma de comportar e pensar que se encaixa em algo rotineiro, previsível e insosso.
Eu realmente ficaria ofendido se alguém me incluir na normalidade de acordo com esse segundo conceito. Porque, nesse caso, ser "normal" significa para mim ser como boi no pasto tocado pelo vaqueiro, que vai, sem questionar, aonde o vaqueiro tocar o gado. Nessa manada, sou boi rebelde. Não vou aonde o vaqueiro quer que eu vá sem questionar, sem saber se vale a pena, se é bom. Se não ser normal é ser louco como imaginam as pessoas, prefiro a pecha dos loucos, pois ser normal significa sobreviver sem viver, ser normal nos dias de hoje significa ser indiferente à poesia, ser indiferente ao belo, é não ter coragem de quebrar paradigmas, é não ter coragem de olhar para trás e decidir mudar tudo.
Ser normal é achar graça em maus tratos aos animais, é achar que a pobreza é normal, é achar que a miséria é normal, é achar que a ignorância é normal. Ser louco não é ser idiota. Ser louco não é ser esquizofrênico ou psicopata. Ser louco contemporaneamente é ser livre para pensar, ser livre para entender que o mundo dos normais faliu, e que os loucos desse mundo só querem que as pessoas sejam loucas também, para que essa loucura, no amanhã, seja normal.
[Mauro Brandão]](https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/c0.56.600.286.83274021352/p843x403/429470_469259773112558_1359263111_n.jpg)


![Foto: O poeta é um mágico
que pratica a magia da poesia
retirando de sua cartola mágica
palavras mágicas.
[Mauro Brandão]](https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/c0.0.843.403/p843x403/295739_462666283771907_643061725_n.jpg)


![Foto: O Universo está atrás.
Atrás dos nossos olhos,
e atrás dos nossos olhos
sonhamos com o Universo.
[Mauro Brandão]](https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/c0.0.843.403/p843x403/63838_462657100439492_834812434_n.jpg)



![Foto: Chuvai - solaqui
Mas quem sabe amanhã
Chuvaqui - solaí?
[Mauro Brandão]](https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/c0.0.843.403/p843x403/18223_462634733775062_1820550510_n.jpg)
![Foto: Jogo, um jogo jogado.
Um jargão julgado, um juri jorrado.
Juras que julga-me .
Por jorrar no jarro da joia.
Juros do jogo jorrado.
Do juri julgado.
Uma joia no jarro.
Uma jura jogada.
[Mauro Brandão]
...](https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/c0.0.843.403/p843x403/72141_462633693775166_1342166616_n.jpg)
![Foto: Hoje,
Estou com uma preguiça de chuva miúda.
Soninho de segunda de tarde.
Lassidão de pipoca de filme.
Bocejos de edredom.
Nostalgia de cama de criança.
Letargia do dia da noite insone.
Semiparalisado,
Esperando a tarde passar em branco...
Em cinzentas nuvens de garoa,
Melancolia do não ter o que querer.
Moleza consentida.
Do dia que se aproveita,
Para nada fazer e aproveitar.
[Mauro Brandão - 03/11/2012]
...](https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/c48.0.403.403/p403x403/400187_459032547468614_539524963_n.jpg)








